Porque ninguém é feliz o tempo todo — e tá tudo bem.
(Uma crônica sobre TPM, dias bons, dias ruins e a libertadora ideia de não precisar ser feliz o tempo todo.)
Todo mundo tem uma teoria, uma citação, uma frase feita para falar da tal felicidade. Não sou diferente de ninguém, então também tenho as minhas.
Algumas delas são só bonitas de dizer ou escrever. Porque sentir… ah, sentir, é uma coisa bem diferente.
Vejam, por exemplo, o meu caso:
Minha felicidade está diretamente ligada aos meus hormônios.
É chato, pouco romântico, racional demais — mas é um fato.
Sou mais bonita em determinados dias do mês. Em outros, o sol pode brilhar, pode ser feriado no meio da semana… e nada! Nadinha da tal felicidade aparecer.
É claro que não percebo na hora em que acontece.
Quando o ataque de fúria ou de mau humor chega, não vejo nada na frente, não sinto nada de útil. Só aquela melancolia misturada com raiva — e aquele pensamento recorrente:
“Ó dia, ó azar.”
Por outro lado, os dias de equilíbrio são leves, cheios de cor, parecendo enredo de filme — mas daqueles alto-astral, sabe?
Não adianta reduzir tudo isso a três singelas letrinhas (TPM), porque os homens também são influenciados pelos tais hormônios. Isso é ciência, já ouviu falar?
Deveriam inventar um medidor de humor.
Tipo aqueles aparelhos que medem a qualidade do ar, sabe?
O meu apontaria os níveis hormonais do dia e soltaria aquelas carinhas que a gente cola no computador:
“Hoje você vai estar :)”
“Cuidado: shit happens.”
Obviamente, se fosse fácil, já teriam inventado.
Li em algum lugar que são mais de 40 substâncias diferentes no nosso organismo que podem fazer o humor variar.
Sendo assim, me reservo o direito de ficar de bode às vezes, muito alegrinha em outras e, acima de tudo, coleciono momentos felizes.
O meu segredo da felicidade é deletar os dias, horas e minutos em que a progesterona imperou…
Guardar na memória e no coração somente os picos de estrogênio, endorfinas e serotoninas.
Experimentar doses pequenas ou grandes de felicidade.
Não ser obrigada a ser feliz.
E você, tem um segredo?
P.S.: Sabe aqueles testes bobos de revista? Não vou negar: às vezes é incontrolável, eu vou lá e faço.
Recentemente fiz um que dizia: “Descubra sua forma de experimentar a felicidade.” Não lembro o resultado, mas foi divertido. E só isso já vale.
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