Semana passada fui com minha família à exposição do “Pequeno Príncipe”, em um shopping da cidade. O desejo de ir, era todo meu. Meus filhos e meu marido não conhecem tanto assim o livro, mas eu fui uma adolescente fascinada por Saint-Exupéry.
Não consigo ter um distanciamento para dar uma opinião sobre a exposição. Difícil para um fã não gostar.
Um dos espaços, conta a história do autor, misturada a frases do livro, espalhadas ao longo do caminho. Me dei conta de que eu estava chorando e fiquei um pouco constrangida, disfarcei as lágrimas.
Me lembrei do como eu lia e relia a história, de quantas frases espalhadas em cadernos, de tantos cartões enviados aos meus amigos.
Fui crescendo e comecei a achar que gostar do Pequeno Príncipe era uma bobagem (além do que, sempre rolavam aquelas piadas sobre a inteligência das misses, que sempre diziam que seu livro preferido era o Pequeno Príncipe). Eu precisava crescer, mostrar maturidade, citar outros autores.
Mas ali, de volta àquele mundo tão simples, tão óbvio e tão verdadeiro que a estória conta,comecei a me perguntar: quando foi que eu deixei isso passar? Quando foi que eu esqueci?
Continuamos a olhar todas as outras áreas da exposição e eu consegui disfarçar minhas lágrimas. Mais tarde, enquanto meus filhos estavam desenhando em um dos estandes, meu marido e eu conversávamos. Ele me disse que ficou emocionado, quase chorou. Não conhecia a vida do autor. Conhecia pouco sobre o livro, mas se emocionou. Me senti aliviada, por saber que não era só comigo. Rever a criança dentro de nós, a criança esquecida, traz muitos sentimentos à tona.
De fato, não sou mais a mesma, mas foi tão bom saber que meu coração ainda acredita na Rosa, na Raposa e no Pequeno Príncipe.
Eu te convido a buscar seus valores e seus sonhos de criança. Se estiver difícil, procure seus super heróis. Eles existiram e tinham super poderes, lembra? E não se esqueça jamais:
“O essencial, é invisível aos olhos”.
http://www.opequenoprincipe.com/historia.html
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Dé,
Estou meio atrasada com a leitura do Blog, mas seu texto me emocionou tanto. Livros “infanto-junenis” tem uma magia e um poder de nos carregar para lugares dantes nunca navegados como nenhum outro. Uma das minhas matérias na faculdade foi literatura infanto-jovenil, e esse curso foi tão bom! A Gretchen Rubin, autora do “The Happiness Project” e do “Happier at Home” também ama literatura infanto-juvenil, e inclusive tem “book clubs” com amigas que dividem sua paixão. Achei que talvez você goste do estilo dela. Ela é uma autora autêntica, divertida, e super inspiradora. Aqui está o blog dela: http://www.gretchenrubin.com/happiness_project/2007/07/what-i-learned-2/
Eu li o “Happiness Project” e me ajudou a achar inspiração para fazer mudanças necessárias na minha vida. Espero que goste do blog dela.
Beijos
Tati
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Tati, obrigada pela atenção e por reservar um tempo para ler minhas bobagens. Vou visitar o blog sim, Obrigada pela dica. bj
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Que bobagem que nada! Eu me inspiro com as histórias de sua vida 🙂 Suas narrativas me encantam e me levam para um lugar de autenticidade e brilho genuíno. Keep it up!
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olá esta foto é do quarto do meu filho já temos há 4 anos e ele não deixou mudar a parede é lindo né continua assim desse msm jeitinho.
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Boa tarde, adorei o texto! Amo O Pequeno Príncipe, acho que vc iria adorar a montagem da peça que está em cartaz até o fim de agosto no Teatro Fashion Mall no Rio de Janeiro, adaptação de Carla Araujo com direçao dela e de Carlos Bonow.
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Viviane, obrigada. De fato, adoraria, mas moro em São Paulo. Vou ficar atenta para uma eventual passagem por essas bandas. Abs
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