A arte não ama os covardes

a arte não ama os covardes

A frase acima é do Vinícius, o de Moraes, não o meu filho. Este gosta de dizer sempre, com a linguagem fofa de um menino de 5 anos: “Eu tenho o nome do Vinícius de Moraes, ele é um cantor”.

Acho que fica claro meu encantamento e amor pelo poeta. Leio, ouço, vejo e revejo o que ele escreveu, compôs, gravou. Ontem mesmo assisti novamente ao documentário Vinícius, de 2005, um retrato lindíssimo sobre a sua vida.

Vinícius de Moraes usou crachá por 24 anos. Era diplomata, de terno e gravata. Certo dia recebeu o bilhete azul, mais conhecido como pé na bunda ou, para dizer de um jeito mais bonito, foi exonerado. Nós, pobres mortais, diríamos que ele foi demitido. Em suas entrevistas, ele declarava que queria isso e, afinal, ele já era o Vinícius de Moraes, aquele que ganhou seu primeiro concurso literário aos 20 anos, concorrendo com Jorge Amado.  No filme de ontem, suas filhas disseram que ele não tocava no assunto, mas que era orgulhoso e não admitiria que ficou magoado. Até ele, o Vinícius de Moraes, sentiu na pele essa dor.

Longe de mim fazer comparações. Elas seriam injustas e sem sentido. Aliás, acredito que cada um tem sua história, o que as fazem únicas, pessoais e intransferíveis.

Mas posso dizer que o Vinícius sempre me emocionou. Seus textos sempre me calaram, me arrancaram lágrimas, me fizeram sorrir, me provocaram.  Sou devoradora de letras, manteiga derretida, mas não é nada fácil um texto me arrancar lágrimas ou gargalhadas.

O que me leva à Claudia Giudice.

Quem? Claudia Giudice. Se você não ouviu falar dela, vai ouvir, com toda certeza.

Seu texto leve, suas boas histórias (muitas vezes despretensiosas, daquelas que te lembram uma conversa boa), acabam por mexer com sentimentos e coisas muito bem guardadas. Mais de uma vez enxuguei lágrimas, mais de uma vez gargalhei. (Eles também me fazem sentir um pouco de inveja, porque eu queria escrever assim, mas isso é feio, então não vou falar).

Diferente do Vinícius, Claudia teve coragem de assumir publicamente que ‘sua pele foi arrancada’ quando foi demitida, depois de décadas de serviços prestados. E lá vou eu de novo, querendo comparar o incomparável.

O Vinícius está neste texto só para que eu possa dizer à Claudia o quanto a admiro. Também para dizer a vocês que o Vinícius precisa ser lido, ouvido e cantado.  E finalmente, para recomendar a leitura de A vida sem crachá, que será lançado em breve. Não importa se você tem algum interesse no assunto, leia para conhecer essa autora, leia para saborear seu texto, leia para se emocionar.

O convite é pra valer. Eu vou.

Arquivo 12-08-15 11 38 12

Acesse: A vida sem crachá


Descubra mais sobre Pausa4fun

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

Descubra mais sobre Pausa4fun

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo