The First Lady conta a trajetória de três primeiras-damas americanas: Michele Obama (dispensa apresentações), Betty Ford (esposa de Gerald Ford, que assumiu a presidência dos Estados Unidos após a renúncia de Richard Nixon) e Eleanor Roosevelt (esposa de Franklin Roosevelt, presidente entre 1933 e 1945, durante a pior crise econômica daquele país).
Só pelo elenco, a série já valeria a pena. A espetacular Viola Davis assume um desafio enorme ao interpretar Michele Obama, que foi superexposta pela mídia há muito pouco tempo. Suas expressões, seu sorriso, sua voz, estão gravadas em nossa mente e é impossível não as comparar. Li em algum lugar que ela tem sofrido severas críticas, mas a vida de Michele merece ser contada e não acho que exista outra atriz à altura do papel.
A lindíssima Michele Pfeiffer interpreta Betty Ford, que foi alçada à condição de primeira-dama totalmente sem querer, levada pelas circunstâncias, após a renúncia do vice-presidente, depois do presidente.
Gillian Anderson, aquela do arquivo X, interpreta Eleanor Roosevelt, talvez uma das mulheres mais impressionantes entre as três retratadas. Quando me refiro à Gillian como “aquela do arquivo X”, não é para depreciar. Gillian é incrível, uma das maiores atrizes da atualidade e não perco nenhum filme ou série dela, porque nunca vejo a mesma pessoa.
Mas vamos ao que interessa: a série. A produção não estava para brincadeira, os presidentes também são brilhantemente interpretados, mas vamos focar nelas, as mulheres fortes, complexas, inteligentes, que foram submetidas ao escrutínio da opinião pública, praticamente forçadas a assumirem um papel de coadjuvante na vida de seus maridos, mas que não se contentaram com este papel. Foram muito além.
Por enquanto só foram liberados quatro capítulos e todos emocionantes. Meu filho de 12 anos não perde um. Está fascinado pela forma como a história é contada, num vai e volta no tempo, retratando suas diferenças e pontos em comum. São mulheres como nós, são sim. Têm que conciliar trabalho, filhos, marido, crises conjugais, fofocas, cuidar dos cabelos, das unhas e sorrir sempre. Além de tudo isso, foram responsáveis por políticas públicas, por influenciar com ideias e propostas, os homens mais poderosos de sua época.
Mulheres como elas, são motivo de orgulho, são inspiradoras. É quase impossível como brasileiras não nos sentirmos um pouco constrangidas quando pensamos nas nossas primeiras-damas. Mas pelo menos tivemos Dona Ruth Cardoso, que valeu por muitas.
The First lady não é uma história para americanos. É drama, suspense, emoção e, por que não, educativa.
Tem sido um prazer esperar por cada capítulo e, pelo menos até agora, não me decepcionei. Quando a série acabar, volto aqui para atualizar.
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