


Hoje vou compartilhar com vocês uma experiência incrível que tive recentemente, uma jornada repleta de risos, lágrimas, desafios e muita criatividade. Tudo começou quando meus amigos Carla e Irineu atingiram a marca impressionante de 26 anos de casados. Um quarto de século juntos merece uma celebração à altura, certo?
Não vou entrar aqui em muitos detalhes, mas, em geral, a gente comemora os 25 anos, no caso deles virou 26 e a celebração foi uma super viagem pela Europa com outro casal de amigos.
Recebi a encomenda de preparar uma homenagem a eles, para ser mostrada durante a viagem (isso também é comum no meu grupo de amigos, que se conhece há mais de 30 anos. Desde sempre aprontamos alguma coisa nas datas especiais).
Mas aqui estava o desafio: nosso amigo Irineu é deficiente visual. Ele e a Carla estavam prestes a fazer uma viagem pela Europa, e queríamos criar algo especial que eles pudessem desfrutar juntos no carro enquanto exploravam novos lugares. A resposta? Um podcast feito sob medida.
Agora, devo admitir que criar um podcast do zero não estava exatamente no meu currículo. Eu escrevo, mas não sou uma produtora de áudio. Mas quando se trata de homenagear grandes amigos, você faz o que for preciso, certo?
Da ideia à Realização: A Saga do Podcast
Minha jornada começou com uma ideia maluca: por que não criar um podcast que contasse a história de amor de Carla e Irineu de uma maneira única e divertida? Assim, nasceu a ideia de Casamentos improváveis — um podcast de três episódios que cobriria as principais fases do relacionamento deles (essa era a ideia original. No papel tudo é lindo, mas, na prática…)
Meu ponto de partida foi o roteiro. Comecei a escrever um roteiro que abrangia desde o primeiro encontro deles até os momentos mais engraçados e emocionantes do casamento. A ideia era criar algo que fosse divertido, emocionante e que transmitisse todo o carinho que temos por eles. Mas uma coisa é produzir um vídeo com imagens, fotos, música, legendas. Em cinco minutos você consegue mostrar dezenas de imagens embaladas por músicas, que farão a audiência rir ou chorar, bota umas legendas bacanas e pronto. Não estou dizendo que é fácil, mas como produzo estes vídeos com certa frequência, não seria nenhum desafio.
O “X” da questão é que eu não teria o recurso das imagens. Precisava, de alguma forma, transformá-las em palavras. Ah, mas eu escrevo, sou uma contadora de histórias, não deveria ser difícil, certo?
A palavra escrita precisa contar com um parceiro muito poderoso: o leitor. Por mais incrível que seja a história, o leitor precisa estar disposto, atento, focado. Há quem conte histórias em 140 caracteres, mas há aqueles, como eu, que gostam de se estender por algumas páginas.
Neste caso, as palavras precisariam de outros recursos para se tornarem atraentes: um texto enxuto, divertido, diferentes vozes (para não ficar monótono), trilha sonora para empolgar.
Se eu conseguisse tudo isso, só havia mais um obstáculo a vencer: como editar e finalizar? Que software usar e como usar?
A internet não deixa a gente na mão. Ouvi podcasts, fiz cursinhos rápidos sobre como narrar histórias, testei vários aplicativos e escolhi o que me foi mais amigável (não necessariamente o melhor).
Em menos de uma semana, estava começando as gravações. Eu sei, sou estranha mesmo. Do primeiro ao último episódio, confesso que foi praticamente uma obra aberta. Eu começava com um roteiro em mente e ele ganhava vida e terminava completamente diferente.
Os amigos colaboraram enviando áudios sobre determinados eventos, mas precisei criar alguns personagens que poderiam dar a versão completa que atendesse ao roteiro. Foi uma experiência hilariante dar voz a esses personagens e acabei descobrindo um talento que jamais imaginei.
Só ontem, passada uma semana do término desta saga, consegui ouvir os episódios. E gente, é impressionante como eu aprendi. O primeiro episódio é uma porcaria. Sério, ruim demais. O segundo já ganhou personalidade e o terceiro, ficou ótimo. Esse negócio de ser modesta, humilde, deixo para outra hora, tá?
Foi uma produção totalmente amadora, sem pretensão nenhuma, cheia de furos. Mas foi muito honesta. É pouco provável que vocês entendam nossas piadas particulares ou as histórias recontadas e enriquecidas com muita ficção. Mas eu nem sei como, parece que tudo estava ali: nossas experiências, nossa cumplicidade, a capacidade de rir e de chorar da gente mesmo.
O Resultado e a Alegria da Carla e Irineu
Os episódios foram sendo produzidos enquanto eles estavam viajando, então foi possível usar até alguns fatos que aconteceram durante a viagem. Para o casal, apresentamos três episódios bem engraçados e, o quarto episódio, mais longo e muito mais difícil de fazer, foi o episódio carregado na emoção, cheio de depoimentos fortes que nos levaram às lágrimas.
O outro casal, que viajava com eles, gravou as reações enquanto eles ouviam os episódios. E assistir a isso, não tem preço. Foi uma recompensa que superou todas as horas de trabalho árduo.
Os três primeiros episódios foram publicados e podem ser ouvidos aqui. Todos foram baseados em “fatos”, que deram munição para nossa imaginação. O seja: 2% verdade, 98% tiração de sarro.



Quanto ao último episódio, aquele de chorar, este vai ficar restrito ao nosso grupo, porque é pessoal e precioso demais.
E o que aprendi com essa experiência? Que o amor verdadeiro inspira, que a amizade nos motiva a superar desafios e que até mesmo um novato pode criar algo especial quando o coração está no lugar certo.
Até a próxima, pessoal!
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nices!! Pobres Criaturas? Nada disso. Pobre de mim!
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