Minha Jornada de Aprendizado como voluntária em um projeto social

Desde o final de 2022, sou voluntária da Rever Cidadania, na administração de suas redes sociais (pautando e produzindo material). A Rever Cidadania é uma ONG que apoia e acolhe refugiados na região de Indaiatuba, Campinas e Salto. Na época, meu conhecimento sobre o assunto era praticamente zero e agora, um ano depois, posso apenas dizer que saí do zero, mas estou longe de ser uma conhecedora do assunto. Ainda assim, todos os dias aprendo uma coisa nova. E aprender é o verbo chave deste post.

Para além da satisfação pessoal, do alento que minha alma e meu coração recebem pelo tempo que dedico a este trabalho, gostaria de compartilhar minha jornada de aprendizado e esclarecer alguns mitos comuns sobre os refugiados que frequentemente escutamos.

Mito #1: “Refugiados são fugitivos ou foragidos.”

MENTIRA: Refugiados não são fugitivos, nem foragidos. Eles são pessoas forçadas a deixar suas casas devido à perseguição ou graves violações dos direitos humanos em seus países de origem. São indivíduos em busca de segurança, não criminosos em fuga.

Mito #2: “Refugiados são criminosos ou terroristas.”

MENTIRA: A lei brasileira de refúgio é clara: qualquer pessoa com histórico criminal, envolvimento em atos terroristas ou tráfico de drogas antes de chegar ao Brasil não será reconhecida como refugiada. Uma vez reconhecidos como refugiados, eles são submetidos às mesmas leis penais que os brasileiros.

Mito #3: “Refugiados são migrantes econômicos.”

MENTIRA: Refugiados não são migrantes econômicos que buscam melhorias financeiras. Eles são forçados a fugir devido a perseguições ou violência em seus países de origem. A busca de refúgio é uma questão de sobrevivência, não de escolha.

Mito #4: “Refugiados estão no Brasil irregularmente.”

MENTIRA: Ao solicitar refúgio no Brasil, os refugiados recebem um documento provisório de identificação, permitindo sua permanência regular até que o processo seja avaliado. Após o reconhecimento, recebem o Registro Nacional de Estrangeiro, que os mantém regularizados indefinidamente.

Mito #5: “Refugiados deveriam ficar em seus próprios países.”

MAIS OU MENOS: Verdade, deveríamos ter a liberdade de escolher morar ou não em nossos países, mas os refugiados não têm escolha. Além disso, a proteção de refugiados é um compromisso internacional. O Brasil se comprometeu com o acolhimento de refugiados em 1960 e ratificou a Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados. A segurança e integridade dos refugiados devem ser prioridades globais.

Mito #6: “Refugiados irão tomar empregos dos brasileiros.”

MENTIRA: Refugiados, quando integrados, contribuem para a economia local, gerando empregos, inovando e enriquecendo a sociedade. Eles são profissionais que podem ter seus diplomas reconhecidos e grande parte deles se tornam empreendedores, que contratam brasileiros e fortalecem a economia. (Fonte: ACNUR)

Mito #7: “O Brasil já possui muitos problemas sociais para gastar dinheiro público com refugiados.”

MAIS OU MENOS: Sim, temos muitos problemas sociais, no entanto, é sempre bom lembrar que, uma vez integrados, os refugiados pagam impostos e consomem produtos e serviços, contribuindo para a economia. Estudos mostram que, a longo prazo, eles podem contribuir mais do que receber assistência. (Fonte: ACNUR)

Para compreender a realidade dos refugiados precisamos nos despir de preconceitos, exercitar a empatia e ter vontade de ajudar. Toda e qualquer ajuda é importante e, por menor que seja, ela ajuda a construir um mundo mais inclusivo e acolhedor.

Vamos aproveitar que um novo ano começou, que é hora de fazermos a listinha do que queremos para os próximos doze meses e incluir lá: “quero ajudar o próximo.”

É muito mais fácil do que imaginamos. E se quiser alguma ideia, pergunte-me. A gente sempre encontra uma maneira.

Feliz Ano Novo!

#Refugiados #Voluntariado #ReverCidadania


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