
Depois de uma década de hiato, voltei a escrever. Sim, foram 10 longos anos longe dos meus personagens, dos dramas, das risadas e até das lágrimas que os romances podem trazer. E, ao retornar, me deparei com uma surpresa um tanto peculiar: os “romances de porta fechada” estão na moda. Sim, eles estão com tudo! E eu? Eu sou do time “porta aberta”, sem medo de mostrar o que acontece quando as portas se fecham!
Lá em 2015, o mundo parecia um pouco mais… liberal? Talvez. Quando eu escrevia naquela época, não me sentia tão limitada pelos olhos críticos ou pelas convenções sociais. Os romances “porta aberta” eram a norma, e ninguém parecia se importar se um ou dois botões da camisa do mocinho ficavam desabotoados. Mas agora, em 2024, parece que até a ficção resolveu fechar as cortinas e trancar a porta com um cadeado bem grande.
Essa nova tendência de conservadorismo literário me pegou de surpresa. Quando voltei a revisar meus romances, percebi que meus textos não seguiam mais o fluxo atual. Hoje, as narrativas parecem mais com um jantar em família com os avós, onde todos sabem que o prato principal é bem temperado, mas ninguém comenta sobre o tempero. Tudo é sugerido, insinuado, mas raramente mostrado.
O que mudou de 2015 para cá? Talvez seja uma reação ao excesso de exposição de tudo nas redes sociais, ou quem sabe um desejo coletivo de voltar a ser mais misterioso, mantendo o leitor na curiosidade e imaginação. Pode ser que as pessoas estejam com saudades de um tempo mais reservado. Mas, sinceramente, eu sinto saudades da liberdade de escrever o que bem entendesse sem me preocupar se estava abrindo portas demais.
Então, aqui estou eu, uma escritora de “porta aberta” tentando entender onde meu estilo se encaixa em um mundo que parece ter decidido que “menos é mais”. Talvez seja hora de desafiar essa maré de conservadorismo, ou talvez, de aprender a fechar algumas portas sem perder o charme e a autenticidade que amo tanto em minhas histórias.
Porque, no final das contas, seja com portas abertas ou fechadas, o que importa é contar boas histórias. E quem sabe? Talvez a moda mude de novo daqui a alguns anos, e a gente volte a abrir todas as portas. Até lá, vou continuar escrevendo do meu jeito, com um pé na porta e o coração na mão.
E você, é time porta aberta ou fechada? Vamos discutir nos comentários! Quem sabe não inventamos uma nova tendência juntos?
Até a próxima, e lembrem-se: nem todas as portas precisam ser fechadas, e nem todos os conservadorismos precisam ser seguidos!
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