📢 AVISO IMPORTANTE
- Se você acredita que seu filho conta absolutamente TUDO para você, não leia este texto.
- Se você acredita que tudo o que seu filho te conta é VERDADE, não leia este texto.
- Se você tem filhos adolescentes ou pré-adolescentes, a série ADOLESCÊNCIA é obrigatória. Este texto, talvez não.
Falar sobre a série Adolescência é quase como chover no molhado — parece que todo mundo já comentou. Mas, em um mar de produções, são poucas as que grudam na pele depois do último capítulo. Essa gruda. E arranha.
Já assisti há algum tempo. E, como sempre faço quando algo me incomoda (no bom sentido), fui atrás de artigos, livros, podcasts. Tenho dois filhos adolescentes. É impossível não ser atingida na boca do estômago pelas verdades indigestas dessa série.
Mesmo se deixássemos o tema de lado, ADOLESCÊNCIA é brilhante.
O tal do plano-sequência — técnica usada para filmar cada episódio — faz a gente mergulhar com os personagens.
Não dá para pausar e tomar um café. Você entra em transe.
E os personagens? Vão se desfazendo em camadas, até ficarem expostos, nus, críveis. Como eu me senti no fim de cada episódio.
Um salve especial para Stephen Graham, idealizador e ator (o pai), e Ashley Walters, o policial. Estão impecáveis.
Mas o elenco todo entrega demais.
Agora… vamos ao assunto incômodo.
A tal verdade secreta que também habita os nossos lares.
Se você acha que não está acontecendo por aí, pede para seu filho ou filha mostrar a conta no Discord.
Ou a segunda conta no Instagram. Ou a terceira.
O Snapchat continua vivo.
“Hoje em dia eles não postam mais nada.”
Sim, postam.
Muito. Muito mais do que você imagina.
E se expõem — elas e eles — sem saber que print é para sempre.
Vejo? Sim. Sem permissão.
Acesso tudo? Claro que não.
Gosto do que vejo? Não mesmo.
Fico chocada. Com os meus, com os seus, com os nossos.
Mas resolvi que sexo e álcool são só banalidades no meio da selva.
O que me preocupa mais?
As outras drogas. As ideias. Os comentários machistas, misóginos, imprudentes.
E adolescente é imprudente. Eles e elas.
“Ah, mas minha filha me conta tudo. Sou super amiga dos amigos dela.”
Na boa: deixa de ser tonta. Ou tonto.
Você é a mãe (ou o pai) de um dos amigos deles.
Volta no tempo: você contava tudo pros seus pais?
Mesmo que houvesse diálogo, a gente não falava.
Aceita. Ou continua morando no País das Maravilhas.
O que mais me incomodou na série?
A ausência de resposta certa. A falta de fórmula. O caos do incontrolável.
Nossos filhos estão moldando a própria personalidade.
Nós, pais, somos parte disso: referência, limite, porto seguro.
A escola influencia. Os amigos, também.
Mas a zona cinzenta das redes sociais…
Essa vai para o infinito — e além.
Minha escolha?
Conversar muito. Perguntar sempre: onde vai, com quem, que horas volta.
Quarto sem porta trancada. Celular sem senha.
Tem bronca. Tem “não”. Mas tem diálogo. Tem escuta.
No meu caso, como sou mãe de meninos, tem pauta feminista também.
Sou do time das meninas. Preciso defender o nosso lado.
É das tarefas mais difíceis — e das mais importantes.
🎬 Quem ainda não assistiu à série ADOLESCÊNCIA, veja. São só 4 episódios na Netflix.
🎧 E quem já viu, recomendo o podcast “Fio da Meada: Vanessa Cavalieri não quer prender o seu filho”. [link aqui]
Vamos conversar? Vamos trocar experiências, ideias, erros, acertos.
Criar uma rede real, com escuta e afeto.
Porque, no fim, todos estamos tentando acertar.
Bj grande,
Andrea
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