Revivendo ‘We Are the World’: Recordações de Uma Era Dourada da Música

 

Esta semana, mergulhei em uma jornada nostálgica assistindo ao documentário “A Noite que Mudou o Pop”, que entrou rapidinho para os “Top 10 filmes da semana”. Fiquei surpresa e, se eu fosse um dos executivos da Netflix, talvez me preocupasse com a faixa etária dos seus assinantes.

Mas, como uma integrante ativa da audiência 50+ da Netflix, estourei a pipoca, me aconcheguei no sofá e, por pouco mais de uma hora, tive o prazer de sentir aquele calorzinho no coração, de voltar no tempo e relembrar uma época indescritível e incompatível com os dias de hoje.

Emocionada, assim que o filme terminou, espalhei a indicação para meus amigos e aí veio aquele turbilhão de memórias.

Quem colecionava a revista Bizz, se enquadrava na categoria dos MAIS-INFORMADOS-DO-MUNDO sobre música. Eu só lia as edições dos amigos. Para pobres mortais como eu, só restava esperar o Fantástico e ver qual seria o videoclipe da semana.

Era o tempo das cavernas digitais: a internet não existia (nem a discada, se é que alguém se lembra disso); o telefone era fixo, ligado a um fio e, para muitos, ainda era artigo de luxo.  Streaming? TV a cabo? Tela de alta definição? Não, queridos.  As televisões tinham antenas e a imagem dependia até das condições climáticas.

Se o videoclipe de We Are The World fosse lançado hoje, seria realizável somente por Inteligência Artificial. Independente da tecnologia disponível, imagine uma reunião “presencial” com Taylor Swift, Lana Del Rey, Bruno Mars, Chris Martin, Lady Gaga, Justin Timberlake, Beyoncé e assim por diante, para gravarem juntos, no gogó, uma música que o Ed Sheeran teve uma semana para escrever?

Aquilo foi magia pura. Os deuses do Olimpo da música — de Michael Jackson a Tina Turner, de Bruce Springsteen a Cyndi Lauper.

E, embora “Do They Know It’s Christmas?” tenha sido um prelúdio impressionante, reunindo a elite do pop britânico, “We Are the World” elevou tudo a outro patamar.

Aquele era um tempo mais inocente, sem julgamentos ou críticas em tempo real. A “Noite que Mudou o Pop” não apenas alterou a trajetória da música, mas também marcou nossas vidas de forma indelével, permanecendo em nossas memórias não digitais.

Apesar de apaixonada por tecnologia, quando penso sobre aquela época, percebo o quão precioso era cada momento, vivido longe das telas e mais próximo das experiências compartilhadas. A música nos uniu de uma maneira que poucas coisas conseguem. E, enquanto avançamos para uma era dominada pela tecnologia, esse documentário serve como um lembrete doce e poderoso de dias mais simples, mas profundamente significativos.

Para matar a saudade:

Sim, meus caros! Chorei quando o documentário termminou!
Coisa mais linda!

E não posso deixar de indicar MUITO, a lenda QUINCY JONES:


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