Pobres Criaturas? Nada disso. Pobre de mim!

Ah, mas eu ando tão cansada…

Gente, eu pergunto: quem está tranquilo, descansado, vivendo uma vida pacata? Quem está tinindo, com saúde mental em dia, feliz com seu próprio peso, se exercitando bastante, cuidando bem da saúde?

Se vocês conhecem alguém assim, por favor, me apresente. Porque, como diz aquele famoso filósofo, Luciano Huck, é “loucura, loucura, loucura”.

Pois eu, como quase todo mundo, estou muito cansada, sem tempo para nada, fazendo um milhão de coisas e sentindo que nada foi feito.  Mas cá para nós, desconfio que estou mais louca que a média da humanidade.

Gosto muito de cinema, mas vou muito pouco, porque hoje em dia podemos ver quase tudo, basta um controle remoto e assinatura de uns 10 serviços de streaming. E eis que chegou a temporada pré-Oscar e resolvi (porque não tenho mais nada para fazer) que veria todos os filmes indicados. Além disso, decidi que este seria um bom programa familiar, pois meus filhos e meu marido também gostam de cinema e blá blá blá.

Reservei ingressos para uma terça-feira à noite, num daqueles cinemas top blaster, com poltronas reclináveis, som XPTO e imagem idem. Um evento, realmente. E lá fomos nós: eu, meu marido, meu filho de 13 e o mais velho de 16. Para ficar tudo muito mais legal, na mesma noite, na sala de cinema ao lado, havia o lançamento de um documentário da Globoplay, então o saguão estava cheio de atores, jornalistas, um luxo.

Todo mundo estava falando desse filme: “maravilhoso”, “precisa ser visto no cinema”, “de encher os olhos”, eram algumas das opiniões que eu havia lido. Até então, o filme ganhara o Globo de Ouro de Melhor Filme e pelo menos mais uma dezena de prêmios.  Nem pensei em saber mais da história, fui na confiança, sabe como é? Queria me surpreender.

E aí começou o filme: “Pobres criaturas”.

Infelizmente, não posso dizer o que achei, porque a partir de um determinado momento, eu só conseguia pensar: “o que estou fazendo aqui?”. E a ansiedade só aumentava, porque o filme nunca mais acabava e eu ali, sem saber se ria, chorava ou saia correndo.

O filme acabou.

“Mãe, tô com vergonha de sair e todo mundo ficar me olhando.” (João, o de 16).

“Mãe, por que você trouxe a gente num filme proibidão?” (Vinícius, o de 13).

“Minha família é muito moderninha, né, Bella Baxter?” seguido de gargalhadas infinitas do meu marido.

A saber, Bella Baxter é a personagem do filme e não vou falar mais nada, porque não quero influenciar ninguém.

Descobri ontem, assistindo ao Oscar, que gostei do filme. Soube disso porque torci muito para a Emma Stone ganhar e acho que, além de corajosa, ela é uma atriz incrível.

Passado o trauma inicial, rimos muito da nossa experiência “em família”, mas na próxima, vou me informar melhor.

Façam o mesmo antes de assistir. E tirem as crianças da sala!

Para saber mais sobre o filme:


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